Alguns traços genéticos podem deixar uma pessoa mais atraente para o mosquito Aedes aegypti picar

O Aedes aegypti é uma espécie de mosquito que mede menos de um centímetro e tem a cor de café ou preta com listras brancas no corpo e nas pernas. Esse mosquito é o principal vetor da dengue, uma doença febril aguda, que é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo.

A fêmea do mosquito Aedes aegypti costuma picar as pessoas nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, enquanto o mosquito macho se alimenta de seiva e néctar das plantas. Geralmente, o indivíduo não percebe a picada do mosquito fêmea, pois no momento não dói e nem coça.

Uma pesquisa publicada na PLOS ONE, no dia 22 de abril de 2015, vem falando que se um mosquito te acha saboroso, pode ser devido aos seus genes.

Imagem do mosquito da dengue. Fonte: Imagem da Internet.
Aedes aegypti, popularmente conhecido como mosquito da dengue. Fonte: Imagem da Internet.

Os genes controlam, parcialmente, o odor único de uma pessoa. Por isso, os pesquisadores usaram dados de 19 pares de gêmeos fraternos (que não apresentam o mesmo material genético, portanto não são idênticos) do sexo feminino e de 18 pares de gêmeos idênticos (então, com o mesmo material genético) para ver se os produtos químicos presentes no aroma de uma pessoa podem torná-la mais atraentes para os mosquitos Aedes aegypti.

O resultado desse estudo, com os dois grupos de gêmeos, evidenciou que traços de odor corporal geneticamente herdados podem tornar algumas pessoas presas mais atraentes para um mosquito com fome.

Uma abundância de fatores podem conduzir o desejo de um mosquito para picar: a dieta de sua presa, a temperatura do corpo, a gravidez ou mesmo o odor corporal.  Nos pares de gêmeos idênticos, a pesquisa mostrou uma alta correlação de atratividade aos mosquitos, enquanto pares de gêmeos não-idênticos mostrou uma correlação significativamente menor. Os resultados demonstram um componente genético subjacente detectável por mosquitos através de olfato. A compreensão da base genética para a atratividade poderia auxiliar na criação de um repelente mais eficaz contra o mosquito.

Fonte: Science NewsPlos One.

Vinicius Mussi

Vinicius Mussi

Capixaba, graduado em Biomedicina, com especialização em Saúde Pública e mestre em Biociências e Biotecnologia pela UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.
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