Virulência do vírus Ebola

A febre hemorrágica ebola é uma doença causada pelo vírus Ebola. Esse vírus é de origem africana, sendo que alguns surtos dessa doença acometem, principalmente a população africana, há algumas décadas.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa de letalidade dessa doença é de 90%, o que a caracteriza como grave, e na maioria das vezes fatal.

O ebola é transmitido através do contato direto com o sangue, fluidos corporais e/ou tecidos de animais ou pessoas infectadas pelo vírus. O principal sintoma da doença é o surgimento de uma febre hemorrágica, que causa sangramento nos órgãos internos.

Imagem do vírus ebola. Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/7-fatos-que-voce-precisa-saber-sobre-o-ebola/
Imagem do vírus ebola. Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/7-fatos-que-voce-precisa-saber-sobre-o-ebola/

A cepa do Ebola que tem circulado na África Ocidental no ano passado leva mais tempo para matar macacos do que o vírus que causou um surto na África Central em 1976.

A cepa Makona do vírus Ebola que causou o recente surto na África Ocidental, matando mais de 11.000 pessoas, é aparentemente menos virulenta do que a cepa Mayinga isolada na África Central, em 1976, de acordo com um estudo realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA em macacos, publicado no dia 9 de Junho de 2015 na revista Emerging Infectious Diseases.

Vírus ebola: Fonte: http://www.the-scientist.com/?articles.view/articleNo/43202/title/Ebola-Virus-Virulence/
Vírus ebola: Fonte: http://www.the-scientist.com/?articles.view/articleNo/43202/title/Ebola-Virus-Virulence/

Os pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde dos EUA e do Instituto Bernard-Nocht de Medicina Tropical em Hamburgo, na Alemanha, infectaram três macacos cynomolgus com a cepa Mayinga de 1976 e outros três com a cepa Makona de 2014. Ambos os grupos de animais começaram a excreção do vírus no prazo de três dias após terem sido infectados, mas os macacos infectados com o vírus Mayinga progrediram mais rapidamente. No quarto dia, eles apresentaram uma erupção cutânea; e no dia seis, eles estavam extremamente doentes. Estes mesmos sintomas apareceram em macacos infectados com o vírus Makona dois dias mais tarde, nos dias seis e oito, respectivamente. Danos hepáticos também foram adiados por cerca de dois dias em animais infectados com o vírus Makona, em comparação com os infectados com a cepa Mayinga.

Os resultados sugerem que a magnitude do surto não é um resultado do próprio vírus, tanto quanto uma “tempestade perfeita” de fatores, incluindo a sua disseminação em cidades densamente povoadas com sistemas pobres de saúde.

Em seu estudo, os pesquisadores também observaram que os macacos infectados com o vírus Makona produziram cerca de três vezes mais interferon gama do que os macacos infectados com a cepa Mayinga. Mais estudos são necessários para explicar esta resposta imune maior à cepa Makona, mas a equipe suspeita que a infecção Mayinga pode progredir rapidamente para montar uma resposta completa.

Fonte: Ebola, The Scientist.

acos, publicado no dia 9 de Junho de 2015 na revista Emerging Infectious Diseases.

Vinicius Mussi

Vinicius Mussi

Capixaba, graduado em Biomedicina, com especialização em Saúde Pública e atualmente mestrando em Biociências e Biotecnologia pela UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.
Vinicius Mussi

Vinicius Mussi

Capixaba, graduado em Biomedicina, com especialização em Saúde Pública e atualmente mestrando em Biociências e Biotecnologia pela UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.

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