#VÍDEO – Anemia Falciforme

Olá, Geração Ciência!

Provavelmente vocês já ouviram falar de anemia falciforme, porém vocês sabem o que é?

Antes de falar sobre a anemia falciforme, devemos saber que no nosso sangue existem glóbulos vermelhos, que são chamados de hemácias. Elas são células bicôncavas e anucleadas repletas de hemoglobina, o que dá a cor vermelha ao sangue.

A hemoglobina possui quatro grupos heme, sendo que cada um desses grupos são formados por um anel protoporfirínico contendo um átomo de ferro. O ferro e a hemoglobina são responsáveis pelo transporte de oxigênio do pulmão para todas as células do nosso corpo.

A anemia é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a condição na qual o conteúdo de hemoglobina no sangue está abaixo do normal, como resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais, seja qual for a causa dessa deficiência. Diminuindo a quantidade de hemácias na corrente sanguínea, consequentemente irá diminuir a quantidade de hemoglobina, comprometendo o transporte de gases no nosso organismo.

Grande parte da população recebe dos pais os genes para a hemoglobina chamada de “A”. Por receberem genes A maternos e paternos, elas são denominadas AA. Porém, nos casos de anemia falciforme, as pessoas recebem de seus pais genes de uma hemoglobina conhecida como “hemoglobina S”, dessa forma, eles são SS.

Quando ocorre a diminuição de oxigênio em nossa circulação, as hemácias que possuem hemoglobina S podem alterar o seu formato, passando a ter a forma de meia lua ou de foice. Devido a essa alteração em seu formato, as hemácias perdem a sua flexibilidade e mobilidade, se tornando mais rígidas. Por esse motivo, as hemácias em forma de meia lua ou foice, tem dificuldades para passar pelos vasos sanguíneos, formando um aglomerado que impede a circulação do sangue e, consequentemente, de oxigênio para as células.

Os principais sintomas da anemia falciforme são: dor forte provocada pelo bloqueio do fluxo sanguíneo e pela falta de oxigenação nos tecidos, fadiga intensa, palidez e icterícia, feridas nas pernas, tendência a infecções, entre outros. A anemia falciforme não tem cura. Quando descoberta em bebês, eles devem receber acompanhamento médico durante toda a sua vida.

Veja abaixo um vídeo que mostra de forma clara e didática como ocorre a anemia falciforme!

Fonte: Associação de Anemia Falciforme do Estado de São Paulo (AAFESP) , Manual da Anemia Falciforme para a População.

Vinicius Mussi

Vinicius Mussi

Capixaba, graduado em Biomedicina, com especialização em Saúde Pública e atualmente mestrando em Biociências e Biotecnologia pela UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.
Vinicius Mussi

Vinicius Mussi

Capixaba, graduado em Biomedicina, com especialização em Saúde Pública e atualmente mestrando em Biociências e Biotecnologia pela UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.

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