Cientistas estão criando um laser que pode marcar e rastrear cada célula no corpo humano

Dois físicos demonstraram uma maneira de incorporar lasers no tecido humano vivo usando gotículas de óleo e esferas de poliestireno para criar espelhos microscópicos. Estas gotículas – menos do que a espessura de um cabelo humano – podem ser induzidas a brilhar através de diferentes comprimentos de onda e criar um show de luzes laser no interior da pele.

Lipídeos em amarelo e núcleos celulares em azul. Fonte: Motherboard
Lipídeos em amarelo e núcleos celulares em azul. Fonte: Motherboard

Este não é algum tipo de projeto de arte corporal radical. Se espera que a nova técnica seja utilizada para estudar melhor a atividade celular a fim de descobrir como tecidos e moléculas funcionam em conjunto. “Neste momento, a tecnologia está pronta para aplicações em ambientes de laboratório – para estudar células e mais tarde para estudar os seus usos em pequenos animais”, explicou Seok-Hyun Yun do Centro Wellman para Fotomedicina.. “Por exemplo, nós usamos os lasers para entender como as células se movem e respondem a uma força externa”.

Como os lasers têm larguras de linhas de emissão muito estreitas – cada cor do laser é distintamente separada sobre o espectro – os cientistas podem mais facilmente selecionar um conjunto de células alvo específicas e descobrir como elas estão se comportando e as pressões sobre elas. Mais à frente, poderemos ver lasers feitos completamente de materiais biológicos, de acordo com Yun, embora admita que ainda não estamos lá.

Usando esferas de poliestireno separadas com diâmetros diferentes, a equipe do Centro Wellman para Fotomedicina da Universidade de Harvard, nos EUA, acredita que eles podem até mesmo ser capazes de ‘marcar’ células individuais dentro do corpo e monitorar milhares de células ao mesmo tempo, o que poderia ser seriamente significativo para o tratamento de doenças como o câncer e entender mais sobre como funciona o corpo humano. Pulsos curtos de luzes são necessárias para ativar os lasers, embora a maior parte do trabalho é feito pelas próprias esferas. O relatório foi publicado na revista Nature Photonics.

Partículas delaser em verde. Fonte: Motherboard.
Partículas de laser em verde. Fonte: Motherboard.

Um dos pesquisadores, Seok-Hyun Yun, tem trabalhos anteriores nesta área: ele fazia parte da equipe que criou lasers em águas-vivas em 2011. Este processo exigia o uso de dois espelhos externos para criar um microlaser, mas esta pesquisa vai um passo adiante, incorporando todo o necessário para criar um efeito de laser dentro do tecido vivo.

Células da pele de suínos foram utilizados nos experimentos mais recentes, então você não estará recebendo uma injeção a laser do seu médico local a qualquer hora, mas acadêmicos concordam que a pesquisa se mostra muito promissora – eventualmente, o processo poderia ser adaptado para rastrear as inúmeras células que existem no corpo humano.

Fonte: Science Alert. Motherboard

Vinicius Mussi

Vinicius Mussi

Capixaba, graduado em Biomedicina, com especialização em Saúde Pública e mestre em Biociências e Biotecnologia pela UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.
Vinicius Mussi

Vinicius Mussi

Capixaba, graduado em Biomedicina, com especialização em Saúde Pública e mestre em Biociências e Biotecnologia pela UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.

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