A música certa pode ajudar um cirurgião na realização de uma cirurgia

Uma pesquisa realizada nos EUA sugere que tanto a técnica cirúrgica, quanto a eficiência, são melhoradas quando os cirurgiões estão escutando a música que eles gostam.


Os pesquisadores, da Universidade do Texas, trabalharam com 15 cirurgiões plásticos, e observaram como a música afeta o seu desempenho enquanto costuravam pés de porco. Em uma parte do experimento, os cirurgiões foram deixados trabalhando em silêncio; na outra, eles foram estimulados a colocarem músicas de sua escolha. Como resultado, suas proezas de suturamento e a velocidade foram melhorados – o trabalho foi realizado 7% mais rápido, em média, em todo o estudo.

Para garantir que eles estavam minimizando as chances dos participantes irem simplesmente acelerando à medida que se familiarizavam com o trabalho, a equipe pediu a alguns dos cirurgiões para realizarem o procedimento ouvindo música primeiro, enquanto outros trabalharam em silêncio primeiro. Eles não foram informados do objetivo do estudo com antecedência.

Os cientistas sabem há algum tempo que a música na sala de cirurgia pode ajudar aos médicos a relaxar, mas este novo estudo sugere que eles realmente ficam melhores no desempenho do seu trabalho. Os pesquisadores também descobriram que as melhorias foram ligeiramente mais perceptíveis em médicos mais velhos.

“Nosso estudo confirmou que o cirurgião, ao ouvir a sua música preferida, tem sua eficiência e qualidade de suturação melhorada, o que pode se traduzir em redução de custos de saúde e melhores resultados para os pacientes”, disse o autor do estudo e professor assistente de cirurgia, Andrew Zhang, num comunicado de imprensa.

“Gastar menos tempo na sala de cirurgia pode se traduzir em reduções de custo significativos, particularmente quando o fechamento da incisão é uma parte muito grande do procedimento, como em uma abdominoplastia”, acrescentou o colega de Zhang, Shelby Lies. “A duração mais longa sob anestesia geral também está ligada ao aumento do risco de eventos adversos para o paciente.”

Todos saem ganhando com isso: a sutura fica mais apertada e é concluída em um tempo menor, de modo que os cirurgiões gastam menos tempo de trabalho e os pacientes passam menos tempo na mesa de cirurgia. Mesmo que o grupo de amostra tenha sido relativamente pequeno, os resultados contribuirão para outra pesquisa feita sobre os efeitos da música sobre o cérebro – ao invés de ser um risco de segurança, é realmente melhor para você que tenha música tocando. Habilidades de sutura são particularmente importantes para cirurgiões plásticos, que querem que seus pacientes “fiquem sob a faca” o mínimo de tempo possível.

Assista abaixo o vídeo de um paciente cantando uma música dos Beatles enquanto realiza uma cirurgia no cérebro:

Fonte: Science alert.

Vinicius Mussi

Vinicius Mussi

Capixaba, graduado em Biomedicina, com especialização em Saúde Pública e mestre em Biociências e Biotecnologia pela UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.
Vinicius Mussi

Vinicius Mussi

Capixaba, graduado em Biomedicina, com especialização em Saúde Pública e mestre em Biociências e Biotecnologia pela UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.

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