Dispositivo de “balão-e-cola” sela feridas no interior do corpo

Um par de balões e um pouco de cola podem fazer o trabalho de pontos cirúrgicos.

A nova ferramenta permite que cirurgiões remendem o tecido no interior do corpo com cola ativada por luz. Balões pressionam um adesivo de cola contra o tecido (na ilustração à esquerda, e no tecido abdominal de um porco, à direita), e em seguida, a luz ultravioleta faz com que a cola fique pegajosa. Depois de esvaziar os balões, os cientistas podem deslizar a ferramenta do corpo, deixando o remendo no lugar (painel direito, círculo pontilhado amarelo). Fonte: E. ROCHE ET AL/SCIENCE TRANSLATIONAL MEDICINE 2015.
A nova ferramenta permite que cirurgiões remendem o tecido no interior do corpo com cola ativada por luz. Balões pressionam um adesivo de cola contra o tecido (na ilustração à esquerda, e no tecido abdominal de um porco, à direita), e em seguida, a luz ultravioleta faz com que a cola fique pegajosa. Depois de esvaziar os balões, os cientistas podem deslizar a ferramenta do corpo, deixando o remendo no lugar (painel direito, círculo pontilhado amarelo). Fonte: E. ROCHE ET AL/SCIENCE TRANSLATIONAL MEDICINE 2015.

Os pontos podem ser difíceis de serem feitos em lugares apertados, então a bioengenheira Ellen Roche e seus colegas da Harvard University inventaram uma nova ferramenta para colocar porções de cola ativadas por luz em pontos remotos no interior do corpo.

A equipe usou um cateter para enfiar dois balões e um adesivo de cola através de órgãos de porcos e até mesmo em corações de ratos vivos. Ao inflar os balões, eles irão pressionar o adesivo no tecido, e então um fio de fibra óptica dentro de um dos balões irá brilhar emitindo luz ultravioleta (UV) sobre a cola para torná-la pegajosa.

A combinação balão e cola poderia oferecer aos cirurgiões uma maneira menos invasiva de fechar as feridas que estão mais profundas na pele, como sugeriram os pesquisadores na revista Science Translational Medicine de setembro de 2015.

Fonte: Science News.

Vinicius Mussi

Vinicius Mussi

Capixaba, graduado em Biomedicina, com especialização em Saúde Pública e mestre em Biociências e Biotecnologia pela UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.
Vinicius Mussi

Vinicius Mussi

Capixaba, graduado em Biomedicina, com especialização em Saúde Pública e mestre em Biociências e Biotecnologia pela UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.

  • Bacana, hein… Mas será que a resistência é suficiente para suturas abdominais em casos onde existe grande tensão?

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