Cientista de Harvard desenvolveu um sistema para facilitar a edição de genomas precisamente

Como qualquer jovem de 12 anos que viu o filme Jurassic Park, Feng Zhang ficou impressionado com os dinossauros. Ele ficou ainda mais surpreso com o poder da biologia molecular.

Cientista Feng Zhang, de Harvard, está explorando desordens do espectro autista e outras doenças cerebrais.
Cientista Feng Zhang, de Harvard, que está explorando transtornos do espectro autista e outras doenças cerebrais. Fonte: Science News.

Agora, duas décadas depois,  Zhang desenvolveu ferramentas para aproveitar um pouco desse poder, controlando as células para fins específicos. Como um estudante de pós-graduação em Stanford, ele encontrou maneiras de inserir em células nervosas o gene de uma proteína sensível à luz encontrada em algas.

O método, agora parte do campo conhecido como optogenética, tornou possível controlar as células cerebrais em camundongos com luz laser. Mais recentemente, Zhang desenvolveu um sistema para “editar” genomas com facilidade e precisão.

Zhang detem nomeações do Instituto Broad do MIT e de Harvard e é um investigador do Instituto McGovern para Pesquisa do Cérebro do MIT. Nascido na China, ele se mudou para Des Moines, Iowa, aos 11 anos. Um ano depois ele viu Jurassic Park durante uma aula de biologia molecular. O professor de Zhang notou sua excitação e mais tarde o ajudou a obter uma posição de voluntário em um laboratório local que estava pesquisando a terapia gênica. Ao longo do ensino médio, Zhang foi para o instituto todos os dias depois da escola e trabalhou com os biólogos moleculares, uma experiência que moldou o seu interesse em biologia.

Após o colegial, Zhang estudou química e física na Universidade de Harvard, “os campos que servem como base para a medicina”, diz ele. Também trabalhou em dois laboratórios de biologia, com foco na estrutura e manipulação de vírus.

“As pessoas estavam usando vírus como veículos de entrega para colocar genes em pacientes, então eu estava muito interessado em aprender sobre vírus”, diz ele.

Zhang também tornou-se interessado em neurociência. Ele completou a sua pós-graduação com Karl Deisseroth, de Stanford, que, junto com Ed Boyden, desenvolveu um método para estudar o cérebro, controlando a sua atividade com a luz.

Depois da pós-graduação, Zhang começou a encontrar maneiras mais eficientes de introduzir proteínas sensíveis à luz em células específicas. Em 2013, ele desenvolveu uma ferramenta de edição de gene que emprega a enzima microbiana de corte de DNA Cas9 para cortar ou trocar seções de DNA exatamente onde for necessário. A ferramenta é mais simples de usar do que outras técnicas de edição de gene, e o grupo de Zhang a tornou amplamente disponível.

Ao alterar as células em camundongos para imitar as mutações encontradas em pacientes humanos, o grupo de Zhang está explorando o transtorno do espectro autista e condições relacionadas. Seu objetivo? Melhores tratamentos, alimentados por biologia molecular.

Fonte: Science News.

Vinicius Mussi

Vinicius Mussi

Capixaba, graduado em Biomedicina, com especialização em Saúde Pública e mestre em Biociências e Biotecnologia pela UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.
Vinicius Mussi

Vinicius Mussi

Capixaba, graduado em Biomedicina, com especialização em Saúde Pública e mestre em Biociências e Biotecnologia pela UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.

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