Uma breve fala sobre o tratamento da dependência química

A dependência química por drogas lícitas e ilícitas é um enorme problema de saúde pública no Brasil e em muitos outros países.

Os tratamentos tradicionalmente empregados para essas doenças de adicção (relacionadas ao vício) são o aconselhamento em grupo ou individual e a participação em grupos de autoajuda, no entanto, embora esses tratamentos sejam frequentemente eficazes, nem todos os pacientes se beneficiam deles e tem-se procurado medicamentos para aumentar a eficácia do tratamento psicossocial.

Para o tratamento do alcoolismo, existem atualmente quatro medicamentos que se mostraram eficazes. A naltrexona oral e o dissulfiram estão disponíveis há mais de quinze anos e existem dois medicamentos relativamente novos: o acamprosato e uma forma injetável de ação prolongada da naltrexona. Além desses, existem outros fármacos promissores que estão sendo avaliados em ensaios clínicos.

Para o tratamento do tabagismo, atualmente se recomenda a terapia de reposição de nicotina e o uso do medicamento bupropiona, como de primeira linha, e nortriptilina, de segunda linha.

O desenvolvimento de medicamentos para a dependência de cocaína não avançou tanto como o desenvolvimento de medicamentos para a dependência de álcool. Todavia, a evolução do conhecimento da neurobiologia da dependência à cocaína ocasionou a descoberta de diversos medicamentos promissores, que já apresentaram resultados encorajadores em ensaios clínicos controlados.

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Esta publicação foi escrita por dois convidados especiais: Juliana Dalbó e Carlos Cesar Jorden Almança. Ela é biomédica e cursa especialização em “Gestão em saúde pública e meio ambiente”. Ele é farmacêutico-bioquímico e doutorando em Biotecnologia pela UFES. Ambos atuam em projetos de conscientização dos riscos inerentes ao uso do álcool, tabaco e drogas ilícitas.

Juliana Dalbó

Juliana Dalbó

Biomédica, formada pela UNES - Faculdade do Espírito Santo, com especialização em Gestão em Saúde Pública e Meio Ambiente pela Universidade Cândido Mendes - UCAM. Atualmente cursa doutorado em Biotecnologia na Universidade do Espírito Santo pela RENORBIO - Rede Nordeste de Biotecnologia.
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Biomédica, formada pela UNES – Faculdade do Espírito Santo, com especialização em Gestão em Saúde Pública e Meio Ambiente pela Universidade Cândido Mendes – UCAM. Atualmente cursa doutorado em Biotecnologia na Universidade do Espírito Santo pela RENORBIO – Rede Nordeste de Biotecnologia.

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