Consumo de nozes reduz a possibilidade do retorno de câncer de cólon

Vários estudos sobre doenças cardíacas e diabetes têm mostrado os benefícios do consumo de nozes no tratamento e prevenção destas doenças, e isso agora pode aplicar-se a pacientes com câncer colorretal.

Pacientes com câncer do cólon na fase III têm uma possibilidade de 70% de sobreviver três anos após o tratamento com cirurgia e/ou a quimioterapia. Um estudo observacional realizado em 826 pacientes com câncer de cólon na fase III, constatou que aqueles que consumiram duas ou mais nozes por semana tiveram uma chance 42% menor de recorrência do câncer e 57% menos chance de morte, em comparação aos que não comeram. Este estudo mostra o quanto a dieta é fundamental na prevenção do câncer e que algo tão fácil, como comer nozes, pode fazer a diferença na sobrevivência a longo prazo de um paciente.

Os pesquisadores analisaram um questionário de ensaio clínico da CALGB (Cancer and Leukemia Group B) de pacientes com câncer de cólon da fase III que começou em 1999. O questionário foi aplicado após a conclusão da quimioterapia, contendo perguntas sobre a ingestão dietética, guloseimas e consumo de nozes. Os pesquisadores estavam particularmente interessados no consumo de nozes, por estar ligado à baixa incidência da obesidade, do diabetes tipo 2 e da redução na resistência à insulina. Estas condições de saúde representam um estado de excesso de energia e são associadas a um maior risco de recorrência e morte por câncer de cólon.

Mais testes ainda devem ser realizados sobre câncer de cólon na fase III e IV, para entender melhor esse efeito protetor das nozes.

Fonte: American Society of Clinical Oncology

Juliana Dalbó

Juliana Dalbó

Biomédica, formada pela UNES - Faculdade do Espírito Santo, com especialização em Gestão em Saúde Pública e Meio Ambiente pela Universidade Cândido Mendes - UCAM. Atualmente cursa doutorado em Biotecnologia na Universidade do Espírito Santo pela RENORBIO - Rede Nordeste de Biotecnologia.
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Biomédica, formada pela UNES – Faculdade do Espírito Santo, com especialização em Gestão em Saúde Pública e Meio Ambiente pela Universidade Cândido Mendes – UCAM. Atualmente cursa doutorado em Biotecnologia na Universidade do Espírito Santo pela RENORBIO – Rede Nordeste de Biotecnologia.

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