Foi descoberta uma nova função inesperada dos pulmões: a produção de sangue

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Francisco (EUA), descobriram que os pulmões desempenham um papel muito mais complexo no corpo de mamíferos do que pensávamos. Eles não apenas facilitam a respiração, como também possuem funções fundamentais na produção de sangue.

Experimentos com ratos mostraram que os pulmões produzem mais de 10 milhões de plaquetas por hora, o que equivale à maioria das plaquetas em circulação nos animais. Isso vai contra o pressuposto de que a medula óssea produzia praticamente todos os nossos componentes sanguíneos. Os pesquisadores também descobriram que um conjunto de células-tronco sanguíneas, que acreditávamos residir principalmente na medula óssea, na verdade são as responsáveis por fabricarem as plaquetas dentro do tecido pulmonar.

Células formadoras de plaquetas, chamadas megacariócitos, já tinham sido vistas nos pulmões antes, mas pensava-se que eles só podiam produzir quantidades limitadas, e que a maioria das células responsáveis pela fabricação de sangue eram mantidas dentro da medula óssea.  No entanto, este estudo mostrou os megacariócitos funcionando dentro do tecido pulmonar para produzir a maioria das plaquetas do corpo.

A descoberta foi possível graças a uma nova tecnologia baseada na microscopia intravital de dois fótons. O processo envolve a inserção de uma substância chamada proteína verde fluorescente (GFP, do inglês Green Fluorescent Protein) no genoma dos ratos. As plaquetas dos animais, assim, começam a emitir um brilho verde enquanto circulam em torno do corpo, permitindo que a equipe rastreie seus caminhos.

Outras experiências também revelaram vastas quantidades de células-tronco sanguíneas nos arredores do tecido pulmonar. Quando os pesquisadores rastrearam todo o “ciclo de vida” dos megacariócitos, descobriram que eles provavelmente se originam na medula óssea e fazem seu caminho até os pulmões, onde começam a produção de plaquetas.

O vídeo abaixo traz algumas imagens do estudo realizado pelo grupo da Universidade da Califórnia (em inglês):

Fonte: Science Alert

Juliana Dalbó

Juliana Dalbó

Biomédica, formada pela UNES - Faculdade do Espírito Santo, com especialização em Gestão em Saúde Pública e Meio Ambiente pela Universidade Cândido Mendes - UCAM. Atualmente cursa doutorado em Biotecnologia na Universidade do Espírito Santo pela RENORBIO - Rede Nordeste de Biotecnologia.
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Biomédica, formada pela UNES – Faculdade do Espírito Santo, com especialização em Gestão em Saúde Pública e Meio Ambiente pela Universidade Cândido Mendes – UCAM. Atualmente cursa doutorado em Biotecnologia na Universidade do Espírito Santo pela RENORBIO – Rede Nordeste de Biotecnologia.

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