Vacina para prevenir doenças cardiovasculares ateroscleróticas está em fase de testes

As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no mundo, com cerca de 17,5 milhões de ocorrências anuais. As chances de ser acometido por uma delas são influenciadas por uma combinação de genética e estilo de vida, que às vezes, são difíceis de mudar. Um dos fatores importantes que aumenta a chance da doença é o colesterol ruim, associado à dieta não-saudável, ao tabagismo, ao alto consumo de álcool e ao sedentarismo.

Uma vacina para imunizar as pessoas contra níveis elevados de colesterol e estreitamento das artérias causadas pela acumulação de gordura (aterosclerose) pode ser possível após resultados bem sucedidos em camundongos. Agora, um teste de fase I em pacientes começou a avaliar se a sua aplicação é viável em seres humanos.

A pesquisa mostrou que a vacina AT04A, quando injetada sob a pele de ratos alimentados com comidas gordurosas (com colesterol alto e desenvolvimento de aterosclerose), reduziu a quantidade total de colesterol em 53%. Os danos aos vasos sanguíneos caíram 64%, e a inflamação dos vasos sanguíneos entre 21 e 28%, em comparação aos ratos não vacinados.

A vacina induziu anticorpos que visavam especificamente a enzima PCSK9, assim os níveis de colesterol foram reduzidos de forma consistente e duradoura, diminuindo os depósitos de gordura nas artérias e inflamações da parede arterial.

Pesquisadores da Universidade Médica de Viena vão avaliar a segurança de seu tratamento experimental em 72 voluntários. A primeira fase de testes deve ser concluída no final deste ano. Isso vai definir se há problemas de segurança ou efeitos colaterais antes que estudos maiores com pessoas comecem.


Referências

EUROPEAN HEART JURNAL. Vaccination to prevent atherosclerotic cardiovascular diseases. Disponível em: <https://academic.oup.com/eurheartj/article-abstract/doi/10.1093/eurheartj/ehx302/3868073/Vaccination-to-prevent-atherosclerotic>. Acesso em: 22 de junho de 2017.

Juliana Dalbó

Juliana Dalbó

Biomédica, formada pela UNES - Faculdade do Espírito Santo, com especialização em Gestão em Saúde Pública e Meio Ambiente pela Universidade Cândido Mendes - UCAM. Atualmente cursa doutorado em Biotecnologia na Universidade do Espírito Santo pela RENORBIO - Rede Nordeste de Biotecnologia.
Juliana Dalbó

Juliana Dalbó

Biomédica, formada pela UNES - Faculdade do Espírito Santo, com especialização em Gestão em Saúde Pública e Meio Ambiente pela Universidade Cândido Mendes - UCAM. Atualmente cursa doutorado em Biotecnologia na Universidade do Espírito Santo pela RENORBIO - Rede Nordeste de Biotecnologia.

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