Sinvastatina protege cérebro durante sepse

Pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP descobriram que o fármaco sinvastatina (utilizado para controle do colesterol ruim, o LDL) pode proteger o cérebro exposto à resposta inflamatória generalizada à infecção, ou seja, sepse.

Essa resposta inflamatória pode atingir diferentes tecidos e órgãos e pode levar o paciente a morte. Dependendo da gravidade, compromete também estruturas cerebrais, com danos em áreas responsáveis por importantes funções orgânicas.

Os alvos dos estudos da equipe da USP foram o córtex pré-frontal e o hipocampo, responsáveis pela cognição – controle da atenção, memória, linguagem, raciocínio e compreensão. Em um estudo anterior, observaram que a sinvastatina diminuiu a produção de óxido nítrico (substância liberada pelas células periféricas em condições como a sepse e que pode causar morte de neurônios e comprometer funções do organismo).

Para desenvolver a pesquisa, a equipe utilizou um modelo animal (ratos) e simulou uma situação clínica na qual o paciente tratado da sepse faz uso continuo de sinvastatina para avaliar a ação antioxidante e anti-inflamatória do medicamento.

As análises de amostras de sangue, tecido cerebral e imagens das regiões do córtex pré-frontal e do hipocampo do cérebro dos animais não só confirmaram os efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios nas células, como também mostraram que a sinvastatina reduz as alterações observadas nessas áreas do cérebro após a sepse.

Além disso, o estudo constatou que 48 horas após a sepse, o efeito antioxidante da sinvastatina ainda protegia as estruturas cerebrais responsáveis pela cognição. E, após 10 dias, os animais sobreviventes não apresentavam sintomas de alterações cognitivas, especialmente déficits de memória.

Fonte: USP.

Juliana Dalbó

Juliana Dalbó

Biomédica, formada pela UNES - Faculdade do Espírito Santo, com especialização em Gestão em Saúde Pública e Meio Ambiente pela Universidade Cândido Mendes - UCAM. Atualmente cursa doutorado em Biotecnologia na Universidade do Espírito Santo pela RENORBIO - Rede Nordeste de Biotecnologia.
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Biomédica, formada pela UNES – Faculdade do Espírito Santo, com especialização em Gestão em Saúde Pública e Meio Ambiente pela Universidade Cândido Mendes – UCAM. Atualmente cursa doutorado em Biotecnologia na Universidade do Espírito Santo pela RENORBIO – Rede Nordeste de Biotecnologia.

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