Fluorescência pode ajudar a diagnosticar corais doentes

Os corais possuem proteínas fluorescentes que brilham em um comprimento de onda que os seres humanos não conseguem enxergar. Com a ajuda da microscopia, a identificação de corais doentes é possível.

Quando doentes, os corais perdem a sua fluorescência natural. Essa perda pode ser resultante de stress ou ferimentos. Por meio da microscopia confocal de varredura a laser, pesquisadores da Universidade de Stanford analisaram corais da espécie Montipora capitata, muito comuns no Havaí.

Quando saudável, esse coral fluoresce em vermelho e ciano. Porém, ao contrair uma infecção bacteriana chamada de síndrome de montípora branca, o coral, além de não fluorescer, apresenta perda de tecido e manchas esbranquiçadas.

Montipora capitata saudável (esquerda) e doente (direita). Créditos: J.M. CALDWELL ET AL/SCIENTIFIC REPORTS 2017.

A olho nu, os pedaços doentes pareciam saudáveis, porém com o auxílio da microscopia verificou-se que esses pedaços apresentavam 1,2 vezes menos fluorescência que os saudáveis. Além disso, foi possível verificar que os pedaços doentes apresentaram padrões de fluorescência desorganizados e fragmentados.

Microscopia de uma pedaço de coral doente. Créditos: J.M. CALDWELL ET AL/SCIENTIFIC REPORTS 2017.

Esse trabalho se mostra muito importante para identificar precocemente corais doentes, visto que a população de corais vem diminuindo em todo mundo, principalmente devido a poluição e a ao branqueamento causado por essa doença.

Fontes: Science NewsScientific Reports.

Vinicius Mussi

Vinicius Mussi

Capixaba, graduado em Biomedicina, com especialização em Saúde Pública e mestre em Biociências e Biotecnologia pela UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.
Vinicius Mussi

Vinicius Mussi

Capixaba, graduado em Biomedicina, com especialização em Saúde Pública e mestre em Biociências e Biotecnologia pela UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.

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